LUISA DAOU
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Rio Moda Hype S/S 2005
COLECAO FRATURA COMO CONTAMINAÇÃO

Projeto para Prêmio Rio Moda Hype 2005. A coleção Fratura como Contaminação tem como tema a loucura, trabalhada através da moda e das roupas como uma epidemia que se contamina e modifica o corpo e a roupa. 'Fratura como contaminação' (Fracture as contamination) is a project for the Rio Moda Hype 2005, a contest for new designers, that was held in Rio de Janeiro. This collections theme was madness, as a kind of epidemic that contaminates and modifies the body and clothes.

Coleção Fratura como contaminação:
a pele dos loucos

por Fabiano Lemos

 

A forma fraturada: de um registro de realidade a outro, a pura e simples continuidade não é mais possível. Lá onde esperávamos a retidão de nosso entendimento e dos desenhos aos quais ele dá origem, a loucura inoculou uma outra forma de configurar as imagens – não da ordem de uma negação, mas, mais terrivelmente, de uma contaminação.

Abrir as portas do Hospício Universal não significaria simplesmente devolver aos loucos sua razão, mas colocar a própria Razão sob a vigília desses recém-libertos olhos mágicos, que, necessantemente, reinventam a forma daquilo para o que se voltam e, de um mesmo golpe, do que lhes é mais profundo: a pele. E talvez somente os loucos sejam realmente capazes de enxergar que da roupa à pele a distância é a medida de uma ficção – uma quase nada.

Os bem-intencionados não administraram os cuidados com suficiente rigor: liberto o louco, ele não deixa de carregar consigo o signo de sua incontornável singularidade. Aquilo que antes lhe era imposto de fora, a assepsia estéril, a pureza formal, a captura em uma identidade controlável, captura, portanto, de sua imagem mais pessoal, passa a ser incorporado a uma pele-roupa para a qual já não interessaria optar entre estar são ou delirante. De um estado ao outro, um limiar imperceptível, uma contaminação: o liso sobre a ruga, o reto sobre o sinuoso, o pano sobre o pano. Um sem anular o outro: a pele sobre as peles.

Fracture as contamination Collection:
the skin of the insanes

By Fabiano lemos

 

The fractured form: from one reality register to another, the simple and pure continuity is not possible anymore. Where we could hope for the straightness of our understanding and the drawings that it stands for, madness inoculated another way of hewing images out – not the denial-rate one but, more terribly, that of the contamination.

To open the doors of the Universal Asylum would not simply mean to return the reason back to the mad ones, but to put the very Reason under siege by these recently released magic eyes, that, unremittingly recreate the form of what they look at and, at the same time, of what is their deepest: the skin. And maybe only the mad ones are really able to see that from the costumes to the skin, the distance is the measure of a fiction – an almost nothing.

The well-meaning ones could not manage cares rigorously: as the mad is released, he cannot not to bring with him the sign of his inescapable singularity. What was first imposed him from outside, the sterile asepsis, the formal purity, the arrestment under a controllable identity, arrestment therefore of his most personal image, is now incorporated to a costume-skin to which is not a question to choose between being sane or delirious. From one status to another, an unperceivable limit, a contamination: the plain over the wrinkle, the straight over the sinuous, the cloth over the cloth. One without annulling the other: the skin over the skins.

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